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Como se conectar com seu filho de forma segura e amorosa

Essa noite foi muito divertida para mim. Passei um bom tempo “conectado” com minha filha, por intermédio de uma antiga brincadeira de criança chamada de: “esconde-esconde”. Essa brincadeira é caracterizada, tipicamente, pelo anseio da criança de encontrar o objeto, ou ela mesma ser o objeto escondido a ser encontrado pelo adulto.

O interessante foi que em um dado momento eu cansei e sugeri para ela continuar a brincar com outro membro da família; quem disse que ela quis? Não, mesmo! Fez um gesto com o “dedinho” dizendo que não, pegou-me pela mão e colocou-me na parede e disse: “ca conta, papai”! Que quer dizer: “conta papai”

Mas afinal, por que será que ela não aceitou a sugestão de trocar de parceiro na brincadeira? A resposta é simples: “Porque estamos emocionalmente conectados”.

Brincamos praticamente todos os dias, de diversas formas e em vários lugares. Isso faz com que se estabeleça o que o conceituado psicólogo e psiquiatra britânico, Edward John Mostyn Bowlby (1940;1944), chamou de “apego seguro”. Segundo ele, o “apego seguro” são as bases para o desenvolvimento social, emocional e cognitivo da criança.

Dessa forma, como brincar é um dos meios mais efetivo de comunicação da criança com o adulto, se tornar uma ferramenta fundamental para o que o vínculo afetivo floresça.   

Quando o adulto se mostra disponível para a brincadeira é como se ele dissesse: “eu me importo com você” ou “estou aqui com você”. Isso tem um efeito muito positivo na vida da criança. Ela entente perfeitamente o recado, passa a confiar mais nesse adulto que interage com ela e, consequentemente, a relação de apego seguro vai sendo firmada.

João Carlos Silva

Pai e Psicólogo – CRP11/13861

Crescer e Amadurecer

REFERENCIA

Apego: Síntese. Em: Tremblay RE, Boivin M, Peters RDeV, eds. van IJzendoorn MH, ed. tema. Enciclopédia sobre o Desenvolvimento na Primeira Infância [on-line]. http://www.enciclopedia-crianca.com/apego/sintese. Atualizada: Julho 2011. Consultado: 17/04/2019.

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